sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O CÉREBRO ACEITA TUDO

O Cérebro aceita tudo!                         
                                                                           * Ana Lucia Cervi Prado




“Quer você acredite que pode fazer uma coisa, ou acredite que não pode, você está certo”, já dizia Shakespeare. Longe de todo o aparato tecnológico, com a experiência de vida , Shakespeare já sabia por verdade o que hoje a ciência prova através de pesquisas científicas : a todo o momento mandamos mensagens ao nosso sistema nervoso. Quando essas mensagens se repetem, o sistema nervoso avisa o cérebro que passa a produzir o resultado abrindo as possibilidades para que tudo aconteça conforme estejamos pensando. Ora vejam! Então é bom que comecemos a pensar sobre o que estamos pensando, sobre o que costumamos pensar ou sobre como não costumamos pensar a respeito de qualquer coisa! Se nosso cérebro aceita tudo, precisamos começar a pensar sobre nossas crenças, sobre nossos valores. São eles fontes de mensagens que viajam continuamente pelo nosso sistema nervoso e colocam o nosso cérebro em prontidão para produzir ações capazes de criar um determinado resultado. Tudo isso acontece com ou sem a nossa participação. Qual opção você prefere? Fazer parte da construção de sua vida e responsabilizar-se por ela, ou acreditar na estrofe daquela música que diz: “deixe a vida me levar, vida leva eu...”? Veja que só há uma condição: a de sua escolha, e essa é a boa notícia! Sua vida não depende de circunstâncias, de situações momentâneas, mas sim daquilo em que você acredita, e, sobretudo, daquilo que você faz. As crenças e as ações geram representações baseadas na interpretação individual das experiências vividas. Então, de acordo com suas representações, você poderá ganhar ou perder, dependendo se elas fortalecem ou impõem limites. As representações são as fontes de recursos para produzir ações que levam à vitória ou à derrota. Basta então que representemos coisas boas para nós repetidamente até impressionarmos nosso cérebro que obedientemente nos colocará em um estado de recurso capaz de nos mobilizar em direção ao resultado desejado. Simples assim, mas não fácil. Não depende de sua crença, depende de treino.



*Professora Dra. em Ciências da Saúde

Consultora Mano a Mano Cursos



www.manoamanocursos.com.br

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Dica de Filme:O Grande Desafio


O Grande Desafio

Inspirado em fatos reais, O Grande Desafio tem bom roteiro, fotografia, trilha sonora e boa direção de Denzel Washington, que vive o personagem Tolson. Com elenco escorado em veteranos (Washington e Forest Whitaker), mas com boas atuações de novatos, o longa emociona e provoca a reflexão sob vários aspectos, fruto óbvio dos debates, principal matéria prima da trama. Neste filme aprende-se que muitas palavras precisam ser ditas e que deve-se acreditar no seu poder.

Você pode assistir o filme no link a baixo:
 https://www.youtube.com/watch?v=4tJiimHYDe0

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Mérito da Escrita em meio à Revolução Tecnológica

Uma das maiores " invenções"  da humanidade, sem dúvida, foi a escrita, que surgiu da necessidade de registrar fatos, descobertas, emoções e modos de ver o mundo. A linguagem  escrita é tão significativa que constitui a linha divisória entre a pré-história e a história,  um índice do desenvolvimento do homem. No final do  século XVIII, a Revolução Industrial e seus avanços tecnológicos inauguraram a produção de massa simultaneamente à emergência do operariado que, de um modo ou de outro, intensificou a questão da reificação, segundo Karl Marx, ou seja, a coisificação do ser, a valorização do homem pelo que ele produz , rende, e não pelo que  de fato ele  é. Nesse caso, atendendo às exigências de melhorias, no final do século XIX, é instaurada a escolaridade obrigatória ( pelo menos na teoria) e, assim, a aquisição da leitura e escrita passa a ser instrumento de saber, ao contrário do analfabetismo, sinônimo de fracasso do indivíduo como ser social. Afinal, é pela escolaridade, a priori, que a pessoa pode vir a " ser alguém", ter acesso à cultura e ao poder.
             Isso tudo porque escrever é refletir, entender e descobrir. Trata-se de uma fantástica atividade cerebral e motora: escrever é pensar  num assunto, selecionar as ideias de acordo com o objetivo, transpô-las para o texto com coerência e, por fim, "reescrever", sim, reescrever, pois nenhum texto nasce pronto. Sem procurar ser um escritor profissional, os vestibulandos devem saber bem disso ou qualquer um a que seja determinada tal tarefa. Escrever é , portanto, uma espécie de desafio, um enfrentamento da página em branco e uma aceitação da aventura de preenchê-la, de produzir um todo comunicativo - um texto - para nos aproximar de alguém, de você,  caro leitor. Pode-se,  com isso,  relacionar paradoxalmente a escrita com um ato de isolamento que busca a aproximação entre os seres.
            Hoje, diante desta nova revolução tecnológica, do frenesi hipertextual da internet, com seus múltiplos e incessantes estímulos, saltamos textos e imagens e interagimos numa velocidade incrível. Em todo este aparato tecnológico, a escrita encontra um novo nicho, uma nova forma de manifestar-se: com a internet, e-mails, blogs, orkut, twitter, facebook, e toda espécie de ambientes virtuais, as pessoas estão "postando" suas mensagens. Apesar disso, são evidentes os perigos: fragmentação, superficialidade, absoluta falta de consenso ou centro, já que na internet circulam informações como numa grande periferia, onde facilmente seus navegadores se perdem.  Segundo Nicholas Carr, autor do provocativo livro - The Shallows: what the internet is doing with our brains - as novas tecnologias vêm provocando danos a partes do cérebro, relacionadas à inteligência, além de nos tornar menos sensíveis a sentimentos como compaixão e piedade. Ele critica a leitura apressada, rasa e distraída e o aprendizado superficial, e diz que essa dispersão da atenção vem à custa da capacidade de concentração e de reflexão.  Paralelamente, Anne Mangen, da Universidade de Stavangers, na Noruega, alerta para a diferença entre teclar e escrever, postulando: "Quando escrevemos com a caneta, os movimentos feitos deixam uma memória motora na região sensorio-motora do cérebro, que nos ajuda a reconhecer as letras e os sentidos. Isso implica uma conexão entre leitura e escrita, e sugere que o sistema sensorial-motor exerce um grande papel no processo de reconhecimento visual durante a leitura".
         É.... a internet , como tudo, tem dois lados, de modo que precisamos conhecê-los para  o melhor aproveitamento. Cada um, de acordo com sua consciência e sabedoria deve saber o limite e acima de tudo não ficar apenas diante dos notebooks, celulares, smartphones, ipads... e realmente procurar diminuir as distâncias com um toque no ombro do conhecido, um abraço no amigo real.
        A escrita tem este poder mágico de registrar e perpetuar nosso pensamento e desejo: o de sermos mais humanos, felizes.
                                                                                                                                                                                        Carla Mano - Profª. de Português e Redação do Mano a Mano Cursos

terça-feira, 3 de junho de 2014

HOMEM E IDENTIDADE NO BRASIL

HOMEM E IDENTIDADE NO BRASIL
Mestre Paulo Cervi


Gênese
Carta do Achamento – narrativa descritiva a partir de uma visão europeia sobre o homem e a terra descoberta

Barroco – conflito entre pecado x perdão. Homem em busca da autonomia. Efemeridade. Dualismo existencial.

Arcadismo – busca da razão. Idealização, sonho, imaginação. Viver o momento (Carpe Diem de Horácio)

Romantismo – bipolaridade. Distanciamento da razão. Idealização de tudo. Fugacidade.

Realismo e Naturalismo – razão e animalidade. Questionamento ético. Negação do escapismo. Aprofundamento do ser. Zoomorfismo e Instintividade. Desvios patológicos.

Modernismo – paródia e tripartição do modelo proposto pelos românticos. Busca de identidade despojada do ufanismo e repleta de criticidade. Abaporu de Tarcila do Amaral.


Contemporaneidade – intimismo e busca do EU. Questionamento existencial – Clarice Lispector e João Guimarães Rosa.

Filosofia como forma de interpretar o mundo

Filosofia e temas de Filosofia como forma de interpretar o mundo.

Professor Paulo Machado

Objetivo: Refletir sobre a importância da filosofia para compreender o mundo e os problemas essenciais da filosofia que estão novamente em evidência.


Perguntas que voltamos a fazer:

 - Quem é o homem?
 - Quem sou eu?
 - Para que tudo isso?
 - Por que eu não tenho paz?


A Filosofia passou, de novo, a ser interessante.
A Filosofia como prática sistemática.
A Filosofia como autoconhecimento.
A Filosofia como autocapacidade.
A Filosofia como “entre ajuda”.

Famosos e importantes!
Ser famoso não acrescenta nada... O que realmente importa é ser IMPORTANTE, no sentido de ser importado, de ser levado para dentro.
Ser importante é fazer falta para alguém.


Etimologicamente, a palavra felicidade quer dizer "estado de plenitude", por vezes equiparado ao "estado de prazer".

Na realidade, o prazer em si não é a felicidade, mas a ilusão da felicidade.
Khalil Gibran escreveu a este respeito:
                                   Sim, em verdade, o prazer é um canto de liberdade. E de bom grado eu vos                               veria cantá-lo de todo coração; mas não gostaria de vos ver perder vosso                                   coração nesse canto.

Felicidade:

 - Platão
... a felicidade é o resultado final de uma vida dedicada ao conhecimento progressivo , partindo-se do mundo material, sensível, até se atingir a ideia de Bem, ápice do conhecimento do mundo inteligível.

 - Aristóteles

“[...] porquanto uma andorinha não faz verão, nem um dia tampouco; e da mesma forma um dia, ou um breve espaço de tempo, não faz um homem feliz e venturoso.” (Ética a Nicômaco, p. 16)

  
 - Epicurismo
A eliminação dos desejos desnecessários e a moderação dos demais, leva à autarquia (governo da própria vida, não dependência de elementos externos) e à ataraxia (estado de imperturbabilidade da alma)

 - Estoicismo
Infelicidade: não evitar coisas más e se preocupar com as indiferentes.

 - Felicidade nas ciências
Plano físico: saúde física, estudos sobre ondas cerebrais etc.
Plano psicológico: saber administrar os próprios pensamentos e sentimentos.
Plano econômico: relação entre renda, relações sociais e felicidade.
Plano social: relação com a comunidade, infelicidade relacionada à comparação social e ao individualismo.

Saber, saborear
Degustar,

Santa Felicidade, Nenhum de nós.

Traga, a sua alegria
Inunde a minha vida
A sua beleza é bem vinda
Penso em você, de um jeito impossível
Um começo assim difícil
Quando está perto dói, e estar longe dói
Ainda mais
Filosofia e temas de Filosofia como forma de interpretar o mundo.Tanta felicidade
Na minha vida
Todos os dias, da minha vida
Santa felicidade
Na minha vida
Todos os dias, da minha vida
Ter você
Traga, a sua alegria
E mude a minha vida
A sua leveza é bem vinda
Não vou tentar encontrar desculpas
Para não ser alguém melhor
Melhor pra você, melhor pra mim, pra todo mundo
No caminho, os olhares, os vazios
Se chocaram
E tudo ficou mais claro
E tudo ficou mais claro


“Felicidade é ter algo o que fazer ter algo que amar e algo que esperar”.
Aristóteles.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Redação no ENEM

Você está prestes a enfrentar nada mais, nada menos, que 180 questões a serem analisadas e resolvidas. Na prova referente a Linguagens, Códigos e Tecnologias você irá se deparar com a tão temida redação. Tal fato o (a) assusta?
Se sim, uma boa dica é não deixar que isso se torne um obstáculo para você, o que pode gerar em resultados negativos quanto ao seu desenvolvimento mediante o processo avaliativo. Dessa forma, a dica principal pode ser dada em somente uma palavra – “preparação”.
Em face desse pressuposto, preparamos algumas dicas indispensáveis a qualquer candidato que deseje um bom desempenho, sobretudo no que se refere à redação. Assim sendo, ei-las:
Geralmente, o tipo textual mais requisitado é o dissertativo-argumentativo, no qual você irá se posicionar frente a um assunto, no intuito de convencer o interlocutor acerca da concretude de suas ideias. Para início de conversa, faz-se necessário que você se conscientize de dois fatores fundamentais: a necessidade do domínio do código linguístico, materializado pelos seus conhecimentos acerca dos fatos que regem a língua como um todo; e o outro diz respeito ao repertório, demarcado pelos seus conhecimentos, pelo conjunto de informações que se tem de um determinado assunto. Acredite! Munido (a) de ambas as competências, com certeza você irá longe.
O que significa ter domínio do código linguístico? Como você sabe, a linguagem escrita encontra-se submetida à variedade padrão, e essa, por sua vez, é regida pelos preceitos gramaticais. Assim sendo, cumpre dizer que distintos elementos integram essa modalidade, como, por exemplo, ortografia, semântica (relativa ao significado que as palavras apresentam em se tratando de um dado contexto), sintaxe (envolvendo questões relacionadas à concordância e à regência), entre outros.
Foquemos agora nossa atenção na importância do repertório. Imagine se você fosse convidado a falar acerca de um assunto do qual não tem o menor conhecimento. Seria, no mínimo, constrangedor, não é verdade? Daí a importância de estarmos preparados para expor nossas ideias e opiniões de forma sensata e consciente. Dessa forma, a base sólida para arquitetar um bom repertório é tão somente buscar informações, ampliando seu conhecimento em todos os sentidos.
De tal modo, nada melhor do que desenvolver o hábito da leitura de bons livros; manter-se informado (a) acerca dos acontecimentos que norteiam a sociedade de uma forma geral, assistindo aos noticiários nacionais e internacionais, lendo jornais e tantas outras fontes informativas que se encontram ao nosso inteiro dispor; conversar com amigos, familiares e pessoas influentes, no sentido de trocar experiências, compartilhar informações; ler editoriais, artigos de opinião, enfim, textos nos quais prevaleça o discurso argumentativo.

http://vestibular.brasilescola.com/enem/redacao-no-enemparte-i.htm