FIQUE ATENTO AS DICAS DE MATEMÁTICA!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Consumismo e Filosofia
Melise Chagas*
Michel Foucault, filósofo e psicanalista francês, denomina "instituições de sequestro" alguns setores da sociedade que têm o objetivo decontrolar as poessoas como as escolas e as prisões, por exemplo. Hoje, percebe-se que os shoppings centers também podem ser enquadrados nesse conceito por alienar as pessoas ao consumismo, que por sua vez gera efeitos sociais e ambientais.
Pela sua análise históra, o consumismo remota da Revolução Industrial com o surgimento da produção de larga escala. O sucesso nas vendas deve-se muito ao caráter alienante das propagandas do tipo "aproveite o melhor que a vida tem a oferecer", introduzindo um valor meramente material ao mundo. A partir disso, fica evidente os efeitos sociais que provêm desseconsumismo: a exclusão da camada mais pobre. Esse extrato da sociedade tem poucos recursos que, muitas vezes, só atendem às necessidades básicas enquanto que outra parcela mais abastada compra produtos supérfluos apenas pela ideia a eles associadas, ideia essa de felicidade e realização pessoal.
Além dos problemas sociais, o consumismo exagerado desencadeia problemas ambientais. A música "The 3 R'S' de Jack Johnson retrata essa problemática ao estabelecer uma relação entre o consumismo e a quantidade de lixo produzido. Esse lixo, se não encaminhado a um aterro sanitário, pode contaminar manancias, o solo e causar a morte de animais aquáticos. Ademais, muitas indústrias lançam poluentes no ar atmosférico, prejudicando a saúde da população e agravando o aquecimento global. Nesse contexto, apesar de medidas como a assinatura do Protocolo de Kyoto que tenta minimizar alguns problemas ambientais, essas ainda são incipientes.
Nessa perspectiva, os indivíduos inseridos na sociedade de consumo, muitas vezes, estipulam um valor exagerado aos bens materiais e ficam alienados no que diz respeito aos aspectos socais e ambientais. Dessa forma, somente os mais críticos conseguem perceber que os shoppings e as propagandas também são "instituições de sequestro", como afirmava Foucault. Essas, porém, são mais sutis do que as escolas e prisões.
*Aluna de Redação de Carla Mano
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
O CÉREBRO ACEITA TUDO
* Ana Lucia Cervi Prado
“Quer você acredite que pode fazer uma coisa, ou acredite que não pode, você está certo”, já dizia Shakespeare. Longe de todo o aparato tecnológico, com a experiência de vida , Shakespeare já sabia por verdade o que hoje a ciência prova através de pesquisas científicas : a todo o momento mandamos mensagens ao nosso sistema nervoso. Quando essas mensagens se repetem, o sistema nervoso avisa o cérebro que passa a produzir o resultado abrindo as possibilidades para que tudo aconteça conforme estejamos pensando. Ora vejam! Então é bom que comecemos a pensar sobre o que estamos pensando, sobre o que costumamos pensar ou sobre como não costumamos pensar a respeito de qualquer coisa! Se nosso cérebro aceita tudo, precisamos começar a pensar sobre nossas crenças, sobre nossos valores. São eles fontes de mensagens que viajam continuamente pelo nosso sistema nervoso e colocam o nosso cérebro em prontidão para produzir ações capazes de criar um determinado resultado. Tudo isso acontece com ou sem a nossa participação. Qual opção você prefere? Fazer parte da construção de sua vida e responsabilizar-se por ela, ou acreditar na estrofe daquela música que diz: “deixe a vida me levar, vida leva eu...”? Veja que só há uma condição: a de sua escolha, e essa é a boa notícia! Sua vida não depende de circunstâncias, de situações momentâneas, mas sim daquilo em que você acredita, e, sobretudo, daquilo que você faz. As crenças e as ações geram representações baseadas na interpretação individual das experiências vividas. Então, de acordo com suas representações, você poderá ganhar ou perder, dependendo se elas fortalecem ou impõem limites. As representações são as fontes de recursos para produzir ações que levam à vitória ou à derrota. Basta então que representemos coisas boas para nós repetidamente até impressionarmos nosso cérebro que obedientemente nos colocará em um estado de recurso capaz de nos mobilizar em direção ao resultado desejado. Simples assim, mas não fácil. Não depende de sua crença, depende de treino.
*Professora Dra. em Ciências da Saúde
Consultora Mano a Mano Cursos
www.manoamanocursos.com.br
“Quer você acredite que pode fazer uma coisa, ou acredite que não pode, você está certo”, já dizia Shakespeare. Longe de todo o aparato tecnológico, com a experiência de vida , Shakespeare já sabia por verdade o que hoje a ciência prova através de pesquisas científicas : a todo o momento mandamos mensagens ao nosso sistema nervoso. Quando essas mensagens se repetem, o sistema nervoso avisa o cérebro que passa a produzir o resultado abrindo as possibilidades para que tudo aconteça conforme estejamos pensando. Ora vejam! Então é bom que comecemos a pensar sobre o que estamos pensando, sobre o que costumamos pensar ou sobre como não costumamos pensar a respeito de qualquer coisa! Se nosso cérebro aceita tudo, precisamos começar a pensar sobre nossas crenças, sobre nossos valores. São eles fontes de mensagens que viajam continuamente pelo nosso sistema nervoso e colocam o nosso cérebro em prontidão para produzir ações capazes de criar um determinado resultado. Tudo isso acontece com ou sem a nossa participação. Qual opção você prefere? Fazer parte da construção de sua vida e responsabilizar-se por ela, ou acreditar na estrofe daquela música que diz: “deixe a vida me levar, vida leva eu...”? Veja que só há uma condição: a de sua escolha, e essa é a boa notícia! Sua vida não depende de circunstâncias, de situações momentâneas, mas sim daquilo em que você acredita, e, sobretudo, daquilo que você faz. As crenças e as ações geram representações baseadas na interpretação individual das experiências vividas. Então, de acordo com suas representações, você poderá ganhar ou perder, dependendo se elas fortalecem ou impõem limites. As representações são as fontes de recursos para produzir ações que levam à vitória ou à derrota. Basta então que representemos coisas boas para nós repetidamente até impressionarmos nosso cérebro que obedientemente nos colocará em um estado de recurso capaz de nos mobilizar em direção ao resultado desejado. Simples assim, mas não fácil. Não depende de sua crença, depende de treino.
*Professora Dra. em Ciências da Saúde
Consultora Mano a Mano Cursos
www.manoamanocursos.com.br
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Dica de Filme:O Grande Desafio
O Grande Desafio
Inspirado em fatos reais, O Grande Desafio tem bom roteiro, fotografia, trilha sonora e boa direção de Denzel Washington, que vive o personagem Tolson. Com elenco escorado em veteranos (Washington e Forest Whitaker), mas com boas atuações de novatos, o longa emociona e provoca a reflexão sob vários aspectos, fruto óbvio dos debates, principal matéria prima da trama. Neste filme aprende-se que muitas palavras precisam ser ditas e que deve-se acreditar no seu poder.
Você pode assistir o filme no link a baixo:
https://www.youtube.com/watch?v=4tJiimHYDe0
quarta-feira, 9 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
O Mérito da Escrita em meio à Revolução Tecnológica
Uma das maiores "
invenções" da humanidade, sem
dúvida, foi a escrita, que surgiu da necessidade de registrar fatos,
descobertas, emoções e modos de ver o mundo. A linguagem escrita é tão significativa que constitui a
linha divisória entre a pré-história e a história, um índice do desenvolvimento do homem. No
final do século XVIII, a Revolução
Industrial e seus avanços tecnológicos inauguraram a produção de massa
simultaneamente à emergência do operariado que, de um modo ou de outro,
intensificou a questão da reificação, segundo Karl Marx, ou seja, a
coisificação do ser, a valorização do homem pelo que ele produz , rende, e não
pelo que de fato ele é. Nesse caso, atendendo às exigências de
melhorias, no final do século XIX, é instaurada a escolaridade obrigatória (
pelo menos na teoria) e, assim, a aquisição da leitura e escrita passa a ser
instrumento de saber, ao contrário do analfabetismo, sinônimo de fracasso do
indivíduo como ser social. Afinal, é pela escolaridade, a priori, que a pessoa
pode vir a " ser alguém", ter acesso à cultura e ao poder.
Isso tudo porque escrever é
refletir, entender e descobrir. Trata-se de uma fantástica atividade cerebral e
motora: escrever é pensar num assunto,
selecionar as ideias de acordo com o objetivo, transpô-las para o texto com
coerência e, por fim, "reescrever", sim, reescrever, pois nenhum
texto nasce pronto. Sem procurar ser um escritor profissional, os vestibulandos
devem saber bem disso ou qualquer um a que seja determinada tal tarefa.
Escrever é , portanto, uma espécie de desafio, um enfrentamento da página em
branco e uma aceitação da aventura de preenchê-la, de produzir um todo
comunicativo - um texto - para nos aproximar de alguém, de você, caro leitor. Pode-se, com isso,
relacionar paradoxalmente a escrita com um ato de isolamento que busca a
aproximação entre os seres.
Hoje, diante desta nova revolução
tecnológica, do frenesi hipertextual da internet, com seus múltiplos e
incessantes estímulos, saltamos textos e imagens e interagimos numa velocidade
incrível. Em todo este aparato tecnológico, a escrita encontra um novo nicho,
uma nova forma de manifestar-se: com a internet, e-mails, blogs, orkut,
twitter, facebook, e toda espécie de ambientes virtuais, as pessoas estão
"postando" suas mensagens. Apesar disso, são evidentes os perigos:
fragmentação, superficialidade, absoluta falta de consenso ou centro, já que na
internet circulam informações como numa grande periferia, onde facilmente seus
navegadores se perdem. Segundo Nicholas
Carr, autor do provocativo livro - The Shallows: what the internet is doing
with our brains - as novas tecnologias vêm provocando danos a partes do
cérebro, relacionadas à inteligência, além de nos tornar menos sensíveis a
sentimentos como compaixão e piedade. Ele critica a leitura apressada, rasa e
distraída e o aprendizado superficial, e diz que essa dispersão da atenção vem
à custa da capacidade de concentração e de reflexão. Paralelamente, Anne Mangen, da Universidade
de Stavangers, na Noruega, alerta para a diferença entre teclar e escrever,
postulando: "Quando escrevemos com a caneta, os movimentos feitos deixam
uma memória motora na região sensorio-motora do cérebro, que nos ajuda a
reconhecer as letras e os sentidos. Isso implica uma conexão entre leitura e
escrita, e sugere que o sistema sensorial-motor exerce um grande papel no
processo de reconhecimento visual durante a leitura".
É.... a internet , como tudo, tem dois
lados, de modo que precisamos conhecê-los para
o melhor aproveitamento. Cada um, de acordo com sua consciência e
sabedoria deve saber o limite e acima de tudo não ficar apenas diante dos
notebooks, celulares, smartphones, ipads... e realmente procurar diminuir as
distâncias com um toque no ombro do conhecido, um abraço no amigo real.
A escrita tem este poder mágico de
registrar e perpetuar nosso pensamento e desejo: o de sermos mais humanos, felizes.
Carla Mano - Profª. de Português e Redação do Mano a Mano Cursos
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